Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Sera que um dia volta?
Hoje eu li palavras inspiradoras. Essa semana eu tô me sentindo completo. E redescobri meu blog. Deu vontade de escrever. Li minhas postagens antigas e descobri que, em quatro anos de faculdade de jornalismo, eu aprendi a desaprender a escrever - como haviam me dito que teria sido. Gostei das palavras que tinha escrito e acho que agora nao sei mais fazer aquilo. Sou objetivo, tecnico, gramaticalmente correto (erros sao de digitacao...). E chato. Quero minha inspiracao de volta. Quero de novo a poesia de minha prosa.
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