quinta-feira, 25 de junho de 2009

Memória do Mundo

"Sempre me perguntam quais são os cinco melhores poemas da literatura. Quais são? Eu sempre me lembro das palavras do meu pai dizendo que o gosto da maçã não está nem na maçã, nem na boca de quem come. O gosto da maçã está no encontro das duas. Digo isso porque isso vale para muitas coisas. Isso vale para quase todas as coisas, inclusive pros cinco melhores poemas, seja lá de quem for…"

Quem fala é Jorge Luis Borges, na incrível interpretação do ator João Paulo Lorezon.

Tinha um trabalho de faculdade para fazer, um perfil de um artista. Então minha prima arranjou um cara, amigo dela.

Fui assistir à peça, depois faria a entrevista.

Depois dessas duas coisas, tenho a dizer que "um perfil de um artista" transformou-se em "perfil do artista". "Um cara" virou "João, admirabilíssima pessoa, assim como ator".

Um bom livro, um bom filme, uma boa peça ou uma boa ação são muitas vezes legais, mas só são admiradas quando mexem com nossos mais profundos sentimentos, com nossas visões e preconceitos de mundo.

Recomendo vivamente!

"Memória do Mundo" - inspirado no universo de Jorge Luis Borges
Até 28 de junho!
Sábados as 19hrs e as 21hrs
Domingos as 18hrs e as 20 hrs
--No espaço VIGA: rua Capote Valente, 1323 (www.viga.art.br)
R$ 15 meia entrada

"Porque o homem vive no tempo, na sucessão: tá sempre preocupado com o antes e o depois... o antes e o depois! --o gato não. O gato vive na qualidade, vive na eternidade do isntante - vive nesse instante de eternidade."

segunda-feira, 15 de junho de 2009

De novo

Eu sempre escrevo. Dificilmente escrevo algo para as pessoas lerem. Eu sempre escrevo para mim mesmo, como reflexão, como meditação, como desabafo.
Todos meus textos ficam muito bem guardados, por anos.
É muito divertido depois de anos você ler aquilo que seu "eu" do passado escreveu. Parece que está lendo o texto de outra pessoa, um estranho qualquer.

Outro dia achei uma redação que escrevi na sexta série, lá no Gracinha. Eu me lembro bem da professora, dos meus amigos, da sala de aula, dos cheiros, das roupas e da proposta do trabalho: escrever uma história com um final supreendente. Li a redação já esperando pelo final "surpreendente". E não é que me surpreendi mesmo?? Como é que aquele muleque da sexta série conseguiu fazer isso comigo?? Fiquei impressionado, acho q nem hoje em dia, cursando a faculdade de jornalismo, eu seria capaz de escrever um texto como daquele menino...

Mas nem sempre os textos antigos surpreendem positivamente. Ao reler este meu blog, pensei "quem foi o bobo que escreveu essas coisas?". Já faz mais de um ano.
Minha proposta - sem compromisso nenhum, assim como tudo na minha vida - é começar tudo de novo. What's the matter? Eu ainda não sei...